quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Amor x Ilus... ooops Projeção

Hoje o blog contou com a ajuda e pesquisa da minha psicoamiga Juanna Darllen...

Segundo alguns psicanalistas quando se apaixona você não se relaciona com alguém de carne e osso, mas com uma projeção criada por você mesmo e a projeção que fazemos é a de um ser completamente perfeito. Mas, depois de um período a projeção acaba e você passa a enxergar de verdade a pessoa com que está se relacionando invariavelmente algumas virtudes do parceiro ou da parceira vai embora com a projeção, outras ficam...e se o que ficou de cada um for suficiente para os dois, a relação perdura caso contrário... Ninguém sabe o que faz o botãozinho ligar e iniciar uma nova projeção. “O amor é inexplicável, mas tem coisas que você pode entender...”. ( autor desconhecido)

Uma dica: permita-se, mas fique com os dois pés no chão!

Um basta!

Não perco mais meu tempo me justificando pra quem não acredita nem pra quem não se interessa.

Aliás o q mais estou precisando nessa fase da vida é me livrar dos q não se interessam por mim. Não faz sentido carregar bagagem extra a toa.

~Reflita e mude~

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

E a dúvida caminha ao meu lado...

Continuo com aquela sensação de vazio, de ter sido esquecida mas mais vazia que eu só uma bexiga.

Resolvi enxê-la com todos os meus sentimentos e segurar, mas parece que ela quer ir embora, quer voar... como ela não fala, fico no achismo...

Será que ela quer ir?

Será que quer ficar?

Aí uma dúvida paira em mim: Solto a bexiga e me livro de tudo ou seguro e tento de novo?

O que fazer?

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Vazio...

Hoje minha alma está como a muito tempo não ficava: vazia!

Sinto-me sozinha mesmo ao lado de tanta gente. Um elogiu, um abraço, um sorriso, um café e uma oração... nada! Absolutamente nada hoje me preenche.

Essa sensação é incômoda; é como se eu não mais existisse. Será que eu nunca existi ou simplesmente não existo mais?

"O que foi não mais existe; existe exatamente tão pouco quanto aquilo que nunca foi. Mas tudo que existe, no próximo momento, já foi. "

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A gente SEMPRE se acostuma...

Texto: MESMA, eu.

Revisão: NERD, o.

Acabamento final: nenhum, porque sou teimosa e não mudei nada, mesmo o nerd falando que tinha alguns erros ortográficos! =P

Acabei de jogar e ia dormir! Pensei: "credo, como este findi passou rápido! Hoje nem falei com meu nerd..." No mesmo instante veio esse texto na minha cabeça (A gente se acostuma) e percebi que temos tendência a nos acostumados com o afastamento das pessoas, com o fato de não ser mais aquela paixão arrebatadora do começo, mas eu não sou assim! Nunca me acostumei com isso, e quando terminava por conta disso depois ficava pensando se agia errado, se o problema de nunca estar satisfeita era comigo, se eu que era a errada da história!

Mas não, eu acredito numa conquista diária! Não nasci pra ter uma vida mais ou menos! Sou atenciosa e gosto de atenção! Se a pessoa é atenciosa pra conquistar, tem que continuar sendo atenciosa pra segurar e não se trancar na sua zona de conforto! Gosto de desafios e atenção, muita atenção... é isso eu sei, mas não deveria! =P

Ou deveria? ^^

Não estou falando que quero um amor sufocante, não sou possessiva, mas um amor que resista aos dias difíceis, a minha TPM, a minha quinzena de provas, artigos, aos momentos tristes com meus cotocos, minha preocupação com a comunidade que trabalho... Enfim, quero liberdade em alguns finais de semana pra ficar com meu pijama e abraçadinha no meu Darth Vader! Quero que entenda que ser conquisador não signifique ser onipotente! Sou a favor da autonomia e independência, afinal seremos sempre dois! ;)

Segue o texto pra que você leia mas jamais se acostume:

(Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.)

"A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma."

E você, quer um amor mais ou menos ou vai se dar a chance de encontrr alguém que te trate com prioridade, alguém que queira criar laços e que acima de tudo conquiste o mundo com você ?

Eu quero! o/ xD

domingo, 30 de setembro de 2012

Freud e o Amor

“ A Psicanálise é, em essência, uma cura pelo amor.”
                                                             
(Freud)



Somos sujeitos reprimidos pelo proibido e limitados pelo impossível. Buscamos se adequar aos relacionamentos imperfeitos, vivemos de perder, abandonar, desistir condenados a lidar com as perdas necessárias. A estrada da vida é pavimentada de perdas e por mais inteligente que sejamos, temos que perder para aprender a lidar com essas perdas! 
Perdemos amigos, familiares, amores, objetos e até mesmo o tempo, mas o mais importante é saber que a cada perda existe um (foi necessário) por detrás e assim seguir olhando pra frente!
A seguir deixo um texto de Freud para reflexão sobre fins de relacionamento:
"No rastro da sexualidade caminha o amor ou, como queiram, no rastro do amor caminha a sexualidade. Assim como a meta da pulsão é satisfazer-se a meta do amor é encontrar-se. Essa busca incessante aparece no discurso de muita gente das mais diversas  formas, todos desejam, em última instância ser amados. Todas as histórias narradas podem ser lidas  como histórias de amor.
Numa composição binária: atividade e passividade, sadismo e masoquismo, paixão e recato, procura e espera, amar e ser amado, cada um à sua maneira e todos numa mesma composição, desenvolvem o drama de suas paixões num palco cercado por quatro paredes. Por uma lógica singular, o sujeito apaixonado percebe o outro como um todo, e , ao mesmo tempo, esse todo parece comportar um resto que não pode ser dito.
E o outro tudo que produz nele uma visão estética: ele gaba a sua perfeição, se vangloria  de tê-lo escolhido perfeito; imagina que o outro quer ser amado como ele próprio gostaria de sê-lo, mas não por essa ou aquela de suas qualidades, mas por tudo, e esse tudo lhe é atribuído sob a forma de uma palavra vazia, porque Tudo não poderia se inventariado sem ser diminuído: Adorável! não abriga nenhuma qualidade, a não ser o tudo do afeto.
Entretanto, ao mesmo tempo que adorável diz tudo, diz também o que falta ao tudo;  quer designar esse lugar do outro onde meu desejo vem especialmente se fixar, mas esse lugar não é designável; nunca saberei nada; sobre ele minha linguagem vai sempre tatear e gaguejar para tentar dizê-lo, mas nunca poderá produzir nada além de uma palavra vazia, que é como o grau zero de todos os lugares onde se forma o desejo muito especial que tenho desse outro aí (e não de um outro).
De uma certa maneira poderíamos dizer que o apaixonado engolfa a pessoa amada. O ser amado passa a ser a causa animadora dos desejos do ser apaixonado. Na ilusão de um ser total, completo, no qual nada falta, que lhe pode dar tudo e negar nada. Podemos ver aqui, uma suposta causa de inúmeros sofrimentos de amor, onde o ser apaixonado tenta alcançar no outro algo impossível. Por isso o  assassinato ‘por amor’ talvez reflita um anseio, uma tentativa desesperada, de atingir o outro em sua  imaginada, desejada ‘essência’."
O amor em Freud nos leva a pensar o amor como repetição, estamos inseridos numa cadeia de imagos, marcadas pelas impressões infantis, das quais não podemos nos livrar. Quando amamos não fazemos mais que repetir; encontrar o objeto é sempre reencontrá-lo...

sábado, 29 de setembro de 2012

Dê laços no Amor e desate os nós da Ilusão

"Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras. Desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida, mas, infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser. Nó aperta, laço enfeita..."

~simples assim~